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20/Feb/2026

Futuros do milho encerram praticamente estáveis

Os futuros de milho fecharam perto da estabilidade nesta quinta-feira (19/02) na Bolsa de Chicago. O vencimento maio do grão cedeu 0,50 cent (0,11%), e fechou a US$ 4,36 por bushel. O desempenho refletiu em parte o impasse em torno do E15 (gasolina com mistura de 15% de etanol) nos Estados Unidos. De acordo com relatos na mídia, o Conselho de Energia Doméstica Rural da Câmara dos Representantes deve apresentar na próxima semana um projeto preliminar para autorizar a venda de E15 durante todo o ano no país. Segundo a Bloomberg, o conselho atualizou as diretrizes propostas para o E15, na tentativa de resolver um impasse que tem dividido os setores agrícola e de petróleo.

O plano mantém a autorização para venda de E15 durante todo o ano, mas aumenta o volume de isenções a pequenas refinarias, o que deve frustrar produtores de milho e o setor de etanol. Chuvas em áreas de cultivo da Argentina, que melhoraram a condição das lavouras, também pressionaram as cotações. Esses fatores foram contrabalançados pelo fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol. Dados mostraram que a produção do biocombustível no país aumentou 0,72% na semana encerrada em 13 de fevereiro, para 1,118 milhão de barris por dia. Os estoques de etanol cresceram 1,59% no período, de 25,2 milhões para 25,6 milhões de barris.

Analistas esperavam produção entre 1,05 milhão e 1,12 milhão de barris por dia. Quanto aos estoques, as estimativas iam de 25,1 milhões a 25,84 milhões de barris. Estimativas publicadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) durante o Fórum de Perspectivas Agrícolas não tiveram grande impacto sobre as cotações. O USDA estimou a área semeada com milho em 38,04 milhões de hectares, 4,86% menor que a do ano passado, de 39,98 milhões de hectares. A produção pode alcançar 400,20 milhões de toneladas, o que representaria uma queda de 7,44% ante a temporada 2025/2026, de 432,35 milhões de toneladas. A produtividade tende a cair na próxima safra, de 11,70 para 11,48 toneladas por hectare.