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18/Feb/2026

Preços do milho seguem em trajetória de alta no mercado interno

Os preços do milho seguem em trajetória de alta no mercado interno. O movimento, iniciado no começo do mês em regiões paulistas, avançou nesta semana para outras praças do País, sustentado principalmente pela retração de produtores, que priorizam os trabalhos de campo e limitam a oferta no mercado spot.

Do lado da demanda, compradores relatam maior dificuldade nas negociações. Além da disponibilidade mais enxuta, há resistência em adquirir novos lotes nos patamares mais elevados pedidos pelos vendedores.

Nesse contexto, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (região de Campinas – SP) registrou valorização de 1,8% entre 5 e 12 de fevereiro, encerrando a R$ 67,67/saca de 60 kg. Na média das regiões acompanhadas, as cotações avançaram 0,2% no mercado de balcão (preço ao produtor) e 0,7% no de lotes (negociação entre empresas).

Apesar das dificuldades nas aquisições, novas estimativas apontam produção elevada tanto no Brasil quanto no cenário global, além de estoques maiores no mercado interno. Em âmbito mundial, contudo, os estoques projetados são os menores desde a temporada 2014/15.

Para o Brasil, a produção nacional está estimada em 138 milhões de toneladas por órgão oficial brasileiro e em 131 milhões de toneladas por departamento norte-americano, representando reduções de 2% e 4%, respectivamente, frente à safra anterior. Ainda assim, o volume permanece considerado elevado.

Entre janeiro e fevereiro, houve revisão para baixo nas estimativas da segunda e terceira safras, agora projetadas em 109,26 milhões e 2,48 milhões de toneladas, respectivamente. Já a primeira safra foi ajustada para 26 milhões de toneladas.

O consumo interno é estimado em 94,57 milhões de toneladas, alta de 4% em relação à temporada anterior. As exportações para a safra 2025/26 estão previstas em 46,5 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais (janeiro/27) devem alcançar 11,76 milhões de toneladas, acima das 1,88 milhão de toneladas da temporada 2024/25.

No cenário internacional, a produção dos Estados Unidos é estimada em 432,34 milhões de toneladas, aumento de 14% frente ao ciclo anterior. A produção mundial deve atingir 1,29 bilhão de toneladas, com consumo projetado em 1,3 bilhão. Os estoques globais estão estimados em 288,97 milhões de toneladas, reduzindo a relação estoque/consumo para 22,5%, abaixo da média das últimas cinco safras (25,9%).

Mercado externo

Mesmo com demanda internacional aquecida pelo cereal norte-americano, as projeções de produção e estoques elevados pressionaram os contratos futuros ao longo da semana. As exportações estão estimadas 15% superiores, mas o aumento de 14% na produção permite estoques finais mais robustos, projetados em 54,02 milhões de toneladas.

Entre 5 e 12 de fevereiro, os contratos futuros com vencimento em março e maio de 2026 registraram recuos de 0,9% e 0,3%, encerrando a US$ 4,3125/bushel (US$ 169,77/t) e US$ 4,4175/bushel (US$ 173,91/t), respectivamente.

Andamento da safra

A semeadura da segunda safra avança em ritmo semelhante ao do ano passado. Até 7 de fevereiro, 21,6% da área nacional havia sido plantada, frente a 18,8% no mesmo período da temporada anterior.

No Paraná, 22% da área foi semeada, favorecida pela melhora da umidade do solo. Em Mato Grosso, o plantio alcançou 28,3% da área prevista, acima dos 23,46% registrados há um ano. Em Mato Grosso do Sul, a semeadura atingiu 5,8% até 6 de fevereiro.

Quanto à safra verão, a colheita somava 11,4% da área nacional até o final da semana passada. No Paraná, 18% já havia sido colhido. No Rio Grande do Sul, o avanço chegou a 50% das lavouras, representando crescimento de 15 pontos percentuais em relação à semana anterior.

Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio