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18/Feb/2026

Produção e estoques globais elevados pressionam preços do milho

Os preços do milho no Brasil recuaram em janeiro e na primeira metade de fevereiro, pressionados pelo início da colheita da primeira safra e pelo elevado nível dos estoques de passagem, decorrentes da grande produção em 2024/25. Em Sorriso (MT), a cotação caiu 1% em janeiro e acumulou retração de 7,8% na primeira quinzena de fevereiro, alcançando R$ 47,20 por saca. Além da queda em Chicago e da apreciação do real, a maior disposição do produtor para comercialização com o avanço da colheita da soja ampliou a pressão sobre os preços.

O plantio da 2ª safra atingiu 22% da área projetada, abaixo da média histórica de 25,5%, porém acima do ritmo do ano anterior. Cerca de 70% da área deverá ser semeada em fevereiro, concentrando a fase crítica das lavouras em abril e maio, o que eleva a dependência de chuvas regulares nesse período. A expectativa é de que a maior parte da safra seja implantada dentro da janela ideal, embora o excesso de precipitações em janeiro tenha limitado avanço mais expressivo naquele mês. Em Mato Grosso, o plantio alcança 37% da área prevista.

No mercado internacional, as cotações em Chicago recuaram 2% em janeiro, para US$ 4,32 por bushel, mantendo trajetória de baixa no início de fevereiro, a US$ 4,28 por bushel. A pressão decorre da produção recorde nos Estados Unidos, estimada em 432 milhões de toneladas. Mesmo com exportações em patamares elevados, o volume disponível assegura conforto ao balanço global.

O relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos ajustou o estoque final norte-americano para 54 milhões de toneladas, volume 37% superior ao da safra 2024/25. O estoque mundial é projetado em 289 milhões de toneladas, 1,8% inferior ao ciclo anterior. Ainda assim, o nível absoluto de oferta mantém os preços sob pressão no curto prazo.

Para 2026/27, a tendência é de que produtores norte-americanos ampliem a área de soja em detrimento do milho, influenciados pela valorização relativa da oleaginosa em Chicago, pelo aumento dos custos de fertilizantes nitrogenados e pelas exigências de rotação de culturas. A relação de preços entre soja e milho e os custos de produção devem orientar as decisões de plantio na próxima temporada.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.