12/Feb/2026
Os futuros de milho encerraram a sessão em leve baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo a percepção de oferta confortável nos Estados Unidos, mesmo diante de sinais de demanda externa aquecida. O contrato março recuou 1,25 cent (0,29%), para US$ 4,2750 por bushel.
O mercado segue digerindo os números mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou a estimativa de exportações norte-americanas em 2025/26 de 81,28 milhões para 83,82 milhões de toneladas. Ainda assim, os estoques finais projetados permanecem em patamar elevado, mesmo após o ajuste para baixo, de 56,57 milhões para 54,03 milhões de toneladas.
O uso de milho para etanol foi mantido em 142,24 milhões de toneladas. A ausência de autorização permanente para comercialização de E15 ao longo de todo o ano nos Estados Unidos é apontada como fator limitante para uma absorção maior da oferta. A manutenção dessa restrição reduz o potencial de consumo adicional e contribui para manter o excedente no balanço.
Por outro lado, os dados semanais de produção de etanol trouxeram algum suporte às cotações. Na semana encerrada em 6 de fevereiro, a produção média foi de 1,11 milhão de barris por dia, alta de 16,1% ante a semana anterior e acima das expectativas do mercado, que apontavam volume próximo de 1,056 milhão de barris por dia.
No front externo, o USDA informou ainda a venda de 230.560 toneladas de milho para destinos não revelados, com entrega prevista para o ano comercial 2025/26, sinalizando continuidade da demanda internacional.
Apesar desses fatores pontuais de sustentação, o mercado permanece ancorado na leitura de ampla disponibilidade interna nos Estados Unidos, o que limita movimentos mais consistentes de alta no curto prazo.
Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.