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11/Feb/2026

Chicago: preços futuros estáveis após relatório do USDA

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram perto da estabilidade, após a divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Apesar do reconhecimento oficial de uma demanda externa mais forte pelo cereal norte-americano, o mercado segue avaliando que os estoques finais da safra 2025/26 permanecem elevados, diante da colheita recorde registrada nos Estados Unidos. O vencimento março fechou estável, a US$ 4,2875 por bushel.

No relatório de fevereiro, o USDA elevou a projeção de exportações de milho dos EUA em 2025/26 de 3,2 bilhões para 3,3 bilhões de bushels, o equivalente a 83,82 milhões de toneladas. A estimativa de uso do grão para etanol foi mantida em 5,6 bilhões de bushels, ou 142,24 milhões de toneladas.

Com o aumento das exportações, a projeção de estoques finais domésticos foi reduzida de 2,227 bilhões para 2,127 bilhões de bushels, correspondentes a 54,03 milhões de toneladas. O ajuste contrariou as expectativas do mercado, que apontavam para um aumento dos estoques para 2,260 bilhões de bushels, ou 57,40 milhões de toneladas.

Segundo o USDA, a revisão positiva das exportações reflete o ritmo consistente de vendas externas e de inspeções de embarque observadas ao longo do período recente, indicando que os embarques acumulados desde o início da temporada podem superar 1,3 bilhão de bushels, o equivalente a cerca de 33 milhões de toneladas.

No contexto internacional, as perdas em Chicago foram limitadas pela estimativa para o Brasil. O USDA manteve a projeção de produção brasileira de milho em 131 milhões de toneladas na safra 2025/26, abaixo da expectativa média do mercado, que indicava um volume próximo de 132,6 milhões de toneladas.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.