10/Feb/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em leve baixa, refletindo ajustes de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O vencimento março recuou 1,50 centavo de dólar, ou 0,35%, fechando a US$ 4,2875 por bushel.
Analistas consultados pelo Wall Street Journal projetam elevação dos estoques finais dos Estados Unidos para a temporada 2025/26, de 2,227 bilhões para 2,260 bilhões de bushels, equivalentes a 56,57 milhões para 57,40 milhões de toneladas, o que adiciona viés baixista ao mercado.
As cotações também foram pressionadas por chuvas em áreas produtoras da Argentina, que podem melhorar as condições das lavouras, segundo avaliação da Granar.
No Brasil, levantamento da AgRural aponta que a área estimada para a 2ª safra de milho 2026 alcançou 22% de plantio no Centro-Sul, frente a 13% no levantamento anterior e 20% no mesmo período do ciclo passado. Já o milho verão 2025/26 atingiu 15% de colheita, contra 10% no levantamento anterior e 9% no ano anterior, indicando avanço gradual da oferta interna.
A queda mais acentuada dos preços foi limitada pela forte demanda pelo milho norte-americano. Dados do USDA indicaram que 1,31 milhão de toneladas foram inspecionadas para embarque nos portos dos Estados Unidos, volume 14% superior ao do período anterior. No acumulado do ano comercial, as inspeções somam 33,9 milhões de toneladas, crescimento de 46,7% na comparação anual.
O recuo do dólar frente às principais moedas internacionais também ajudou a conter perdas mais expressivas, ao tornar o milho norte-americano mais competitivo no mercado externo. Além disso, a valorização do petróleo reforçou a competitividade relativa do etanol, que nos Estados Unidos é produzido majoritariamente a partir do milho.
Fonte: USDA e mercado internacional. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.