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05/Feb/2026

Milho sobe em Chicago recebendo apoio do petróleo

Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago fecharam em leve alta nesta quarta-feira, sustentados pelo avanço do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, o que reforça a ligação direta entre o mercado de energia e as cotações do cereal. O vencimento março avançou 1,00 cent, alta de 0,23%, encerrando a US$ 4,2950 por bushel.

A demanda externa pelo milho norte-americano também contribuiu para dar suporte aos preços. Desde o início do ano comercial, 32,6 milhões de toneladas do cereal foram inspecionadas para embarque em portos dos Estados Unidos, volume 50% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, segundo dados oficiais. Além disso, foram reportadas vendas adicionais de 130.480 toneladas de milho para destinos não revelados, com entrega prevista para a safra 2025/26.

O movimento de alta, no entanto, foi limitado pelo quadro de ampla oferta. A produção recorde de milho nos Estados Unidos, estimada em mais de 432 milhões de toneladas, segue como fator de pressão estrutural. No Brasil, o avanço do plantio da segunda safra também atua como elemento moderador. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que a semeadura alcançou 12% da área estimada até o fim de janeiro, avanço semanal de 6,1 pontos porcentuais, acima do ritmo observado no mesmo período do ano passado, mas ainda abaixo da média dos últimos cinco anos.

Outro fator que restringiu ganhos mais consistentes foi o desempenho da produção de etanol nos Estados Unidos. De acordo com a Administração de Informação de Energia, a produção média ficou em 956 mil barris por dia na semana encerrada em 30 de janeiro, queda de 14,2% em relação à semana anterior e o menor nível desde abril de 2024, resultado que ficou próximo do piso das estimativas de mercado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.