04/Feb/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a terça-feira em alta na Bolsa de Chicago, apoiados pela desvalorização do dólar frente às principais moedas e pelo fortalecimento do petróleo. O recuo da divisa norte-americana torna as commodities produzidas nos Estados Unidos mais atrativas para compradores externos, enquanto a alta do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol, biocombustível produzido majoritariamente a partir do milho no país. O vencimento março avançou 2,75 centavos de dólar, ou 0,65%, para US$ 4,2850 por bushel.
A demanda externa pelo milho norte-americano também contribuiu para o viés positivo. O ritmo robusto de vendas e embarques mantém a leitura de possível revisão altista das exportações ao longo do ano comercial. Na semana encerrada em 29 de janeiro, foram inspecionadas 1,14 milhão de toneladas de milho para embarque, volume inferior ao da semana anterior, mas o acumulado do ano comercial permanece cerca de 50% acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior.
O mercado também incorporou riscos climáticos na América do Sul. A persistência de tempo seco em áreas da Argentina já comprometeu parte das lavouras de milho tardio, reforçando a percepção de aperto localizado de oferta e oferecendo suporte adicional às cotações internacionais.
No Brasil, o avanço do calendário agrícola segue monitorado. O plantio da 2ª safra 2026 de milho atingiu 12% da área estimada, avanço semanal de 6,1 pontos porcentuais. O índice supera o observado no mesmo período do ano passado, quando 5,3% da área estava cultivada, mas permanece abaixo da média dos últimos cinco anos, de 14%. Já a colheita do milho da primeira safra 2025/26 alcançou 8,6% da área, abaixo dos 10,5% registrados um ano antes e dos 12,3% da média histórica, indicando oferta ainda gradual no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.