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04/Feb/2026

Milho mostra sinais de estabilização após semana de perdas

O mercado brasileiro de milho apresenta sinais de estabilização na B3 após as perdas registradas ao longo da última semana, em um ambiente ainda marcado por negociações físicas lentas, câmbio desfavorável às exportações e oferta confortável no curto prazo. A leitura predominante é de que os preços futuros se aproximaram de níveis considerados atrativos para recomposição de posições, o que tende a reduzir a pressão adicional de baixa.

Na bolsa, os contratos futuros recuaram da faixa acima de R$ 70 para patamares próximos de R$ 67 por saca. O contrato maio sinaliza dificuldade de retorno aos níveis de R$ 70 no momento, mas esses preços passaram a ser avaliados como baratos pelo mercado, estimulando a montagem de posições defensivas, inclusive com estratégias envolvendo opções de alta. Esse movimento indica a formação de uma zona de suporte técnico.

No mercado físico, a oferta segue suficiente para atender o consumo interno, mantendo os negócios travados e limitando movimentos mais agressivos de valorização no curto prazo. Indústrias de ração e etanol permanecem abastecidas, operando majoritariamente com milho já fixado. Parte do produto disponível tem sido direcionada à liberação de espaço nos armazéns para a entrada da soja, o que contribuiu para a pressão vendedora recente.

Ainda assim, observa-se perda de intensidade da pressão de venda nos níveis atuais, especialmente nas referências de porto. O mercado trabalha com indicações próximas de R$ 65 a R$ 66 por saca como níveis de fundo, a partir dos quais os vendedores tendem a se afastar, aguardando preços mais elevados para voltar a ofertar volumes relevantes.

Para o curto prazo, a expectativa é de preços mais firmes, mesmo com a demanda mantendo postura cautelosa. A B3 passou a sinalizar possível reversão do movimento de baixa, após testes sucessivos para baixo sem continuidade. Esse comportamento sugere a construção de uma base de preços, abrindo espaço para recuperação gradual, ainda que os fundamentos de oferta sigam confortáveis.

No mercado spot do interior paulista, compradores indicam valores em torno de R$ 60 por saca FOB, com embarque em março e pagamento em abril. As pedidas dos vendedores giram próximas de R$ 62 por saca FOB, nas mesmas condições, enquanto negócios pontuais têm sido fechados a cerca de R$ 61,50 por saca FOB, após concessões de ambas as partes.

Para a 2ª safra de 2026, o ambiente permanece calmo, com compradores sinalizando preços iguais ou inferiores aos do mercado spot. No Porto de Santos, as indicações para exportação variam entre R$ 65 e R$ 67 por saca CIF, dependendo do mês de embarque e das condições de pagamento, mas sem registro de contratos efetivamente fechados até o momento. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.