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03/Feb/2026

Chicago: milho recua com petróleo e dólar mais fortes

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em baixa, influenciados principalmente pelo movimento do trigo, uma vez que ambos os grãos atuam como substitutos diretos na formulação de ração animal. O vencimento março recuou 2,50 cents, equivalente a 0,58%, fechando a US$ 4,2575 por bushel.

O movimento baixista também refletiu a valorização do dólar frente às principais moedas e o enfraquecimento das cotações do petróleo. A alta do dólar reduz a competitividade das commodities norte-americanas no mercado internacional, enquanto a queda do petróleo diminui a atratividade relativa do etanol, produzido majoritariamente a partir do milho nos Estados Unidos, pressionando indiretamente a demanda pelo cereal.

Os dados de inspeção de embarques dos Estados Unidos reforçaram o viés negativo no curto prazo. Na semana encerrada em 29 de janeiro, foram inspecionadas 1,14 milhão de toneladas de milho para exportação, volume 26,5% inferior ao da semana anterior. Ainda assim, no acumulado do ano comercial, o total inspecionado alcança 32,6 milhões de toneladas, crescimento de quase 50% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, indicando desempenho robusto no médio prazo.

No Brasil, o avanço das atividades de campo também integra o quadro de oferta. O plantio da 2ª safra de milho 2026 alcançou 12% da área estimada no Centro-Sul, acima dos 5% registrados uma semana antes e dos 9% observados no mesmo período da 2ª safra de 2025. Já a colheita do milho verão 2025/26 atingiu 10% da área, frente a 5% na semana anterior e 14% no mesmo intervalo do ano passado.

As perdas em Chicago foram parcialmente limitadas por preocupações climáticas na Argentina. A persistência do tempo seco em áreas da região núcleo já comprometeu cerca de 90 mil hectares de milho tardio, reduzindo o potencial produtivo local e oferecendo algum suporte aos preços.

Além disso, cresce a percepção de que os contratos futuros de grãos apresentam espaço limitado para novas quedas a partir dos níveis atuais. A avaliação predominante no mercado é de que as cotações se aproximam de zonas técnicas de suporte, o que tende a conter movimentos mais intensos de baixa no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.