03/Feb/2026
A produção total de milho do Brasil na safra 2025/26 foi revisada para 132,9 milhões de toneladas, aumento de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas em relação à estimativa divulgada em janeiro, que apontava 131,8 milhões de toneladas. A atualização consta de levantamento apresentado pela StoneX e reflete ajustes positivos tanto na primeira quanto na 2ª safra do cereal.
A produção da primeira safra foi revisada para 26,6 milhões de toneladas, alta de 2,3% frente aos 26,0 milhões de toneladas estimados anteriormente. O ajuste decorre de revisões positivas de produtividade em estados do Nordeste e no Paraná. No Sul do país, a expectativa é de rendimento médio elevado, com a produtividade paranaense podendo alcançar até 11,5 toneladas por hectare.
A revisão positiva de fevereiro ocorre após um ajuste negativo de 0,5% realizado no mês anterior, quando a projeção da primeira safra havia sido reduzida em função da queda de 5,6% na produtividade estimada para Santa Catarina, impactada por irregularidades climáticas. À época, o risco climático foi apontado como fator relevante para a definição do volume final do milho verão, cultura estratégica para o abastecimento doméstico.
Para a 2ª safra, a produção foi elevada de 105,8 milhões de toneladas para 106,3 milhões de toneladas, ajuste de 0,5%. Houve aumento da área plantada no Tocantins e no Pará, enquanto Maranhão e Piauí apresentaram redução, refletindo a atenção dos produtores ao período ideal de semeadura. A área total da 2ª safra foi estimada em 17,8 milhões de hectares, crescimento de 4,7% em relação ao ciclo anterior, com produtividade média projetada em 5,96 toneladas por hectare.
No balanço de oferta e demanda, as projeções de consumo interno para a safra 2025/26 foram mantidas. O aumento da produção estimada foi compensado pela redução dos estoques iniciais, consequência do ritmo elevado das exportações no ciclo 2024/25. As estimativas indicam que os embarques brasileiros de milho no ano-safra 2024/25 devem somar cerca de 42 milhões de toneladas, refletindo a forte presença do Brasil no mercado internacional no período recente. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.