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03/Feb/2026

Cigarrinha-do-milho: impacto de perdas nas lavouras

De acordo com levantamento feito pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), a presença da cigarrinha-do-milho nas lavouras gerou perdas de US$ 25,8 bilhões na economia brasileira entre as safras de 2020/2021 e 2023/2024. O impacto do inseto representou queda de 22,7% no volume colhido, o que correspondeu a 31,8 milhões de toneladas anuais.

Os dados consideraram levantamentos realizados em 34 municípios representativos das principais regiões produtoras do País. A análise aponta que 79,4% das localidades monitoradas registraram redução de rendimento em função da praga e do complexo de enfezamentos transmitido pelo inseto. Além do impacto na colheita, o custo médio para aplicação de defensivos voltados ao controle do vetor subiu 19% no intervalo avaliado, atingindo valores superiores a US$ 9,00 por hectare.

Em cenários de alta infestação e utilização de sementes sem resistência, o comprometimento da lavoura pode chegar à totalidade da produção, segundo estudo. A cigarrinha deixou de ser um problema localizado e passou a representar um risco sistêmico para a produção de milho no País. São perdas que impactam diretamente a renda do produtor, a estabilidade produtiva e a competitividade do Brasil. O País ocupa a terceira posição no ranking global de produção do cereal, o que torna o controle da cigarrinha um fator de influência no mercado interno e nas exportações. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.