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20/Jan/2026

Preços estáveis com a baixa liquidez no mercado

O mercado brasileiro de milho ainda registra baixa liquidez e pouca formação efetiva de preços, em um ambiente típico de janeiro, marcado por ausência simultânea de compradores e vendedores. Apesar de discussões pontuais sobre atraso de colheita e janela de plantio em algumas regiões, o tema não tem influenciado a precificação no curto prazo, com o mercado mais atento ao avanço da safra de verão (1ª safra 2025/2026) na Região Sul e à dinâmica de oferta física nas próximas semanas. Não há, neste momento, um temor disseminado sobre impactos da 2ª safra de 2026 nos preços. Eventuais áreas mais sensíveis, como partes do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), Goiás e noroeste de Minas Gerais, têm conseguido se ajustar por meio da migração para o sorgo.

No curto prazo, o fator que mais pesa sobre o milho é o bom desempenho da safra de verão (1ª safra 2025/2026) na Região Sul, que tem pressionado os contratos na B3 sem provocar queda equivalente no mercado físico. Enquanto nenhum dos lados se posicionar, o mercado deve permanecer travado. A atual retração envolve tanto compradores quanto vendedores. Como o preço está um pouco acima do que talvez ele deveria estar agora, o comprador prefere utilizar do seu estoque e comprar mais para frente. A entrada mais intensa da soja ao longo do trimestre tende a concentrar as atenções do produtor, que precisará avançar nas vendas do grão por questões logísticas e de armazenamento, enquanto o milho segue, por ora, sem um gatilho claro para movimentos mais expressivos de preço.

No Paraná, na região de Ponta Grossa, as vendas de milho estão travadas em função dos preços baixos. As fábricas de ração indicam R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em fevereiro e pagamento em março, enquanto no porto o preço chega a R$ 68,00 por saca de 60 Kg CIF, em iguais condições. Os vendedores indicam entre R$ 68,00 e R$ 70,00 por saca de 60 Kg. Produtores que precisarem de espaço aceitam R$ 65,00 por saca de 60 Kg. As chuvas têm sido persistentes na região, o que pode atrasar a colheita da safra 2025/2026.

Em Mato Grosso, na região de Dourados, a demanda de indústrias e tradings por milho está enfraquecida, visto que o período vigente é de comercialização da soja. Os compradores devem adquirir o cereal a partir de abril, depois que a safra tiver sido colhida e o frete estiver menor. Para o volume restante de milho 2ª safra de 2025, fábricas indicam R$ 56,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega imediata e pagamento em 30 dias. Os vendedores indicam R$ 60,00 por saca de 60 Kg FOB, em iguais condições. Quanto à 2ª safra de 2026, vendedores e compradores ainda estão receosos em fazer negócio, visto que há risco de atraso no plantio do milho. Ainda assim, tradings indicam entre R$ 53,00 e R$ 54,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho e pagamento em agosto.