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20/Jan/2026

Preços do milho estão estáveis no mercado interno

Segundo o Itaú BBA, os preços do milho em janeiro continuam estáveis no mercado interno, após um dezembro marcado pela alta do cereal e pela demanda das usinas de etanol, que deram suporte às cotações internas. No mês passado, em Sorriso (MT), teve avanço de 3,7% e preço ficou em R$ 51,60 por saca de 60 Kg. Com relação ao desenvolvimento da safra de verão (1ª safra 2025/2026), as chuvas deste mês serão decisivas para confirmar a boa produção esperada no Brasil, já que cerca de 50% das lavouras estão em fase reprodutiva. O desenvolvimento da 1ª safra manteve-se positivo com as chuvas de dezembro. O retorno das precipitações favoreceu a recuperação de áreas em Minas Gerais. No Maranhão, Piauí, Bahia e Goiás, as lavouras reagiram bem após o estresse hídrico. No Rio Grande do Sul, a colheita começou com perspectivas favoráveis de produtividade. De olho na 2ª safra de 2026, o ritmo de comercialização de fertilizantes segue alinhado à média em Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul, indicando perspectiva favorável para o plantio nesses Estados.

Em Goiás, São Paulo e Minas Gerais, porém, a aquisição do insumo para 2ª safra de milho de 2026 está atrasada, o que torna a decisão de plantio menos clara devido ao atraso no cultivo da soja. As definições nessas regiões dependerão da janela de plantio e da evolução do clima nas próximas semanas. No cenário externo, os preços do milho na Bolsa de Chicago permaneceram estáveis em relação ao mês anterior, quando o cereal alcançou a quarta valorização mensal consecutiva, com alta de 2,2%, para US$ 4,40 por bushel. O milho segue sustentado pela forte demanda pelo produto norte-americano, que manteve elevada competitividade frente às demais origens. Com base em dados referentes à oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o aumento da produção norte-americana trouxe maior equilíbrio ao quadro global de oferta e demanda, elevando o estoque de passagem da safra 2025/2026, embora ainda inferior ao da temporada anterior.

Os números de safra apresentados pelo USDA consolidaram um viés predominantemente baixista para o milho, com a confirmação de uma supersafra nos Estados Unidos e forte aumento dos estoques, reforçando um cenário de pressão sobre os preços no curto prazo e ampliando a necessidade de produtores e agroindústrias ajustarem suas estratégias de proteção de margens. No relatório de janeiro, o USDA elevou a produção dos Estados Unidos para 432,34 milhões de toneladas, ante 425,53 milhões de toneladas no mês anterior, impulsionada pela produtividade média recorde de 11,7 toneladas por hectare. O estoque final norte nortye0americano avançou 9,8%, atingindo 56,56 milhões de toneladas, o terceiro maior da série. Em contrapartida, as exportações foram mantidas em 81,3 milhões de toneladas. O órgão também revisou para cima a produção da China, agora estimada em 301,2 milhões de toneladas, mas manteve as importações do país para 2025/2026 em 8 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.