19/Jan/2026
Os futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (16/01) na Bolsa de Chicago. Traders aproveitaram os preços mais baixos da commodity para recomprar contratos, após o mercado ter acumulado perda de 5,72% nas quatro sessões anteriores. Os mercados de grãos seguem se recuperando dos níveis extremamente baixos atingidos após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No dia 12 de janeiro, em seu relatório mensal de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou uma produção de milho de 432,34 milhões de toneladas no país, o que resultou em uma queda de mais de 5% nos futuros do grão.
Na sexta-feira (16/01), o vencimento março subiu 4,50 cents (1,07%), e fechou a US$ 4,24 por bushel. Na semana passada, perdeu 4,7%. A forte demanda pelo grão norte-americano também deu suporte aos preços. De acordo com o USDA, exportadores relataram vendas de 120 mil toneladas de milho para o Japão e 298 mil toneladas para destinos não revelados, com entrega prevista para 2025/2026. Em seu relatório semanal publicado na quinta-feira (15/01), a agência disse que exportadores venderam 1,14 milhão de toneladas de milho da safra 2025/2026. Desde o início do ano comercial, os Estados Unidos venderam cerca de 52 milhões de toneladas de milho, aumento de 29,2% na comparação anual.
Os ganhos foram limitados pela expectativa de amplos estoques nos Estados Unidos. Segundo a StoneX, o volume projetado pelo USDA, de 56,56 milhões de toneladas, deve manter o mercado internacional pressionado ao longo de 2026 e limitar tentativas de recuperação consistente dos preços. A relação entre estoques e consumo nos Estados Unidos subiu para 13,6%, o maior nível em sete anos. A previsão de uma safra recorde na Argentina também impediu uma alta mais expressiva. Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, a produção deve alcançar 62 milhões de toneladas, aumento de 24% em relação ao ciclo anterior. O recorde anterior era de 52,5 milhões de toneladas, registrado na temporada 2023/2024.