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19/Jan/2026

Brasil poderá exportar ao Irã usando outros países

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), uma possível intervenção dos Estados Unidos nos conflitos no Irã, com a imposição de sanções a parceiros comerciais do país persa, não deve afetar as exportações de milho do Brasil. O Brasil já exporta para mais de 100 países. Se isso de fato acontecer, algum outro país comprará o milho brasileiro e irá enviar para o Irã. Seria uma transação triangular. Dados do Ministério da Agricultura indicam que, em 2025, o Irã adquiriu 9 milhões de toneladas do cereal brasileiro, volume que representa cerca de 23% do total exportado pelo País. Do lado brasileiro, uma possibilidade seria direcionar o volume que seria enviado ao Irã para a China, por exemplo.

A China, inclusive, poderia exportar esse milho para o Irã, por uma questão de alinhamento ideológico. Recalcular a rota seria uma saída em um cenário de intervenção norte-americana. No entanto, a Abramilho aposta que o governo brasileiro negociaria a isenção de produtos alimentares das tarifas de 25%, como o milho. É uma questão humanitária. O cereal serve tanto para consumo humano quanto para a cadeia da proteína animal. Estados Unidos, Brasil e Argentina são grandes produtores e exportadores de milho. Mas, com as tarifas, a Argentina, aliado ao governo de Donald Trump, não seria um candidato a repor o milho enviado pelo Brasil. Com relação aos efeitos do conflito no Irã no mercado, a princípio, as tarifas trariam uma “inconveniência momentânea”.

Há um impacto para quem já fechou contratos com o Irã ou tem programações de embarque feitas. Mas, isso não deve afetar preços e nem repercutir tanto, porque o Brasil tem um portfólio de compradores de milho muito grande, ao contrário da soja. Sobre a possibilidade de a escalada de tensão na região levar a uma disparada nos preços do barril de petróleo, que provocaria um aumento no preço dos combustíveis e, consequentemente, dos fretes marítimos e rodoviários, a Abramilho disse não acreditar. Mesmo se o frete aumentar, o impacto no Brasil não seria significativo por ora. Ainda são muitas variáveis a serem analisadas caso as tarifas sejam, de fato, impostas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.