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16/Jan/2026

Preços do milho deverão se manter sustentados

O mercado brasileiro de milho deve atravessar as próximas semanas com algum suporte nos preços, mas sem espaço para valorizações mais intensas, em um ambiente ainda marcado por consumo cauteloso de estoques e oferta suficiente no mercado interno. A avaliação é que a demanda tende a se recompor gradualmente após o período de férias coletivas da indústria, enquanto a pressão mais relevante sobre as cotações deve surgir a partir do momento em que a colheita de soja ganhar ritmo e exigir liberação de espaço nos armazéns. Embora o consumo esteja forte ou deva voltar a ser forte nas próximas semanas, a disponibilidade atual impede um cenário de escassez.

O estoque não está tão apertado. O consumo está forte, mas ainda tem milho, com uma boa safra de verão (1ª safra 2025/2026), especialmente na Região Sul. Assim, não deve haver problema de abastecimento que traga uma valorização muito intensa. Porém, esse quadro tende a mudar à medida que a soja avance no calendário. A partir do momento que a soja começar a entrar com mais força, em fevereiro e março, e o produtor tiver que liberar espaço, naturalmente o mercado deve receber mais oferta, e isso tende a pressionar um pouco os preços. Esse movimento pode ganhar força mais à frente, especialmente se as expectativas para a 2ª safra de 2026 se confirmarem. Neste caso, se desenha um cenário de maior pressão para o milho.

No Paraná, na região de Maringá, os compradores devem começar a elevar suas indicações para chegar nos níveis de vendedores e adquirirem os volumes restantes da safra 2024/2025 ainda em janeiro. Em fevereiro, os fretes devem aumentar em função do maior volume de soja. Enquanto vendedores indicam R$ 70,00 por saca de 60 Kg FOB CIF, para entrega em janeiro e pagamento em fevereiro, as fábricas de ração indicam R$ 67,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em fevereiro e pagamento em março.

Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, os últimos volumes de soja negociados para janeiro estão sendo embarcados e, a partir de agora, o mercado ficará à disposição das indústrias e fábricas de ração. Os compradores até aparecem para fazer negócio, mas apenas com entrega em fevereiro. Outro fator que reduz o ritmo de vendas na região é a oferta de milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) no Paraná e no Rio Grande do Sul, que possuem logística mais curta. Isso também conta.

As indústrias indicam entre R$ 52,00 e R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque ainda em janeiro e pagamento em fevereiro. Via cooperativas, a indicação é de R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e pagamento em março. Para 2ª safra de 2026, a comercialização é pontual em função dos preços abaixo do esperado por vendedores, que indicam R$ 55,00 por saca de 60 Kg. Além disso, os produtores ainda estão inseguros para vender sem nem ter começado o plantio, que corre riscos climáticos, como a falta de chuvas. Tradings indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho e pagamento em agosto.