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16/Jan/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quinta-feira (15/01) na Bolsa de Chicago. O mercado foi influenciado em parte pelo forte recuo do petróleo, que diminui a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. O vencimento março do grão recuou 1,75 cent (0,41%), e fechou a US$ 4,20 por bushel. A previsão de uma safra recorde na Argentina também pesou sobre os contratos. Segundo a Bolsa de Comércio de Rosário, a produção deve alcançar 62 milhões de toneladas. O volume supera em 1 milhão de toneladas a projeção inicial da entidade e representa um aumento de 24% em relação ao ciclo anterior. O recorde anterior era de 52,5 milhões de toneladas, registrado na temporada 2023/2024.

No Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a produção total em 138,9 milhões de toneladas, em comparação com 141 milhões de toneladas na safra 2024/2025. As perdas foram limitadas pela forte demanda pelo grão norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores relataram vendas de 260 mil toneladas de milho para o Japão e de 500,3 mil toneladas para destinos não revelados. Em seu relatório semanal, o USDA disse que exportadores venderam 1,14 milhão de toneladas de milho da safra 2025/2026, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 8 de janeiro. O volume representa alta expressiva ante a semana anterior, mas queda de 10% em relação à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/2027, foram registradas vendas de 1,3 mil toneladas.