13/Jan/2026
O mercado brasileiro de milho entra nesta segunda semana de janeiro em ritmo lento de originação, refletindo ainda o período de férias coletivas da indústria e a atenção do produtor voltada à lavoura de soja. Apesar do estoque de passagem mais elevado em relação ao ano anterior, as negociações seguem pontuais e condicionadas a preços específicos, sem pressão generalizada de venda. O produtor não está completamente fora do mercado. A leitura é de que o milho safra de verão (1ª safra), concentrado na Região Sul e em regiões mais consumidoras, segue cumprindo papel relevante no abastecimento interno no início do ano, o que limita movimentos mais bruscos de preço. O estoque maior decorre de uma comparação distorcida com o ciclo anterior.
No Brasil o estoque de passagem está maior porque no ano anterior houve problemas com a 2ª safra de 2025. O mercado tende a operar lateralizado no curto prazo, com pouca disposição tanto para altas mais consistentes quanto para quedas acentuadas. O principal ponto de atenção permanece no clima da Região Sul e no calendário agrícola. Esse fator pode ganhar relevância à medida que a colheita avança. Ainda assim, o mercado seguirá em compasso de espera, pois a colheita ainda está bem marginal. O mercado não vai ter nenhuma mudança enquanto não entender a janela do plantio. Movimentos na Bolsa de Chicago ou no câmbio podem oferecer algum suporte à B3, mas, no mercado físico, a sustentação tem sido maior.
No Paraná, na região de Ponta Grossa (PR), o mercado de milho deve ficar mais movimentado quando a colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) começar. As condições das lavouras estão muito boas. O mercado iniciou o ano demandante, ainda que de forma pontual, mais voltado para fábricas de ração. Indústrias e exportadoras indicam R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento em 30 dias. Com relação às vendas da safra de verão (1ª safra 2025/2026), tradings indicam R$ 64,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em fevereiro e pagamento no fim de abril. Fábricas de ração indicam R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em março e pagamento em abril. Os vendedores indicam a partir de R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF.
Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, tradings indicam entre R$ 52,00 e R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB no disponível, para retirada imediata e pagamento em 20 dias, mas sem atrair vendedores. Os produtores seguem indicando entre R$ 56,00 e R$ 58,00 por saca de 60 Kg FOB, em iguais condições. Para 2ª safra de 2026, tradings indicam entre R$ 49,00 e R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro, mas produtores indicam entre R$ 55,00 e R$ 56,00 por saca de 60 Kg FOB, em iguais condições.