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12/Jan/2026

Futuros do milho encerraram perto da estabilidade

Os futuros de milho fecharam praticamente estáveis na sexta-feira (09/01) na Bolsa de Chicago. O vencimento março do grão cedeu 0,25 cents (0,06%), e fechou a US$ 4,45 por bushel. Na semana passada, subiu 1,89%. O desempenho refletiu em parte o avanço do dólar ante as principais moedas, que torna commodities produzidas nos Estados Unidos menos atraentes para compradores estrangeiros. A perspectiva de uma safra robusta nos Estados Unidos também pesou sobre os contratos.

Analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzam, em seu relatório de oferta e demanda, a estimativa de produção em 2025/2026, mesmo assim o volume deve ser recorde por ampla margem. A expectativa do mercado é de que a estimativa seja cortada de 425,53 milhões de toneladas para 420,22 milhões de toneladas. Esses fatores foram contrabalançados pela alta do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. A forte demanda pelo grão norte-americano também deu algum suporte às cotações.

No acumulado do ano comercial, as vendas externas dos Estados Unidos somam 50,9 milhões de toneladas, aumento de quase 30% na comparação anual. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que o plantio de milho avançou 4,8% na última semana, para 89,1% da área prevista. A falta de precipitações nas últimas semanas no norte de La Pampa e no oeste de Buenos Aires já começa a ser sentida nas lavouras, com os primeiros sinais de deterioração da condição hídrica. A parcela da safra em condição boa ou excelente era de 75%, em comparação a 82% na semana anterior. A parcela da safra em condição normal aumentou de 18% para 24%.