09/Jan/2026
Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta quinta-feira (08/01) na Bolsa de Chicago. A perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos, que deve ser confirmada pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na segunda-feira (12/01), acabou ofuscando a forte demanda pelo grão norte-americano. O vencimento março do grão cedeu 0,75 cent (0,17%), e fechou a US$ 4,46 por bushel. Analistas esperam que o USDA reduza sua estimativa de produção em 2025/2026, mesmo assim o volume deve ser recorde por ampla margem.
A expectativa do mercado é de que a estimativa seja cortada de 425,53 milhões de toneladas para 420,22 milhões de toneladas, com o rendimento passando de 11,675 para 11,54 toneladas por hectare. Além da produção robusta, o relatório pode trazer outras projeções baixistas. Possíveis fatores baixistas para o milho incluem uma demanda menor por ração ou etanol, assim como a possibilidade de uma revisão para cima da produção da América do Sul de 2024/2025, o que aumentaria a oferta global.
A demanda externa pelo grão norte-americano continua forte, embora os dados semanais de vendas publicados nesta quinta-feira (08/01) pelo USDA tenham decepcionado. A agência informou que exportadores venderam 377,6 mil toneladas de milho da safra 2025/2026, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 1º de janeiro. O volume representa queda de 49% ante a semana anterior e de 76% em relação à média das quatro semanas anteriores. No acumulado do ano comercial, porém, as vendas totalizam 50,9 milhões de toneladas, aumento de quase 30% na comparação anual.