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08/Jan/2026

Preços estáveis com a baixa liquidez no mercado

O mercado brasileiro de milho segue em ritmo lento de negociações, em função da retomada gradual das atividades após o recesso de fim de ano, mas com preços sustentados no mercado físico. A leitura predominante é de equilíbrio no curto prazo, com oferta suficiente para atravessar o primeiro trimestre, embora sem ampla margem de conforto, diante do crescimento do consumo doméstico e das incertezas climáticas sobre a safra de verão (1ª safra 2025/2026).

O País deve atravessar o início de 2026 com estoques compatíveis com o nível de consumo, mas cada vez mais ajustados ao avanço da demanda. Revisões recentes na safra de verão (1ª safra 2025/2026), especialmente na Região Sul, não indicam quebra expressiva, mas podem impor restrições pontuais ao balanço no primeiro semestre, cenário que historicamente tende a sustentar os preços. Nesse contexto, no curto prazo, o mercado deve operar de lado, com risco concentrado em oscilações a partir dos níveis mínimos, e não em movimentos de alta expressiva.

Nos próximos dias, o mercado deve manter um ambiente de baixa liquidez, com compradores retornando de forma gradual e produtores mantendo postura cautelosa nas vendas. O mercado segue atento ao comportamento do clima, ao avanço da colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) e à recomposição da demanda industrial ao longo de janeiro, fatores que devem orientar a formação de preços nas próximas semanas.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o mercado interno seguirá demandante no primeiro trimestre do ano. Tradings fizeram os seus últimos negócios em dezembro e devem terminar o embarque nessa semana. Depois, a soja vai dominar a exportação e as indústrias podem sustentar o mercado. Apesar das expectativas pela demanda interna, o cenário ainda é incerto. Muitos produtores seguraram as vendas na expectativa de preços mais altos em janeiro. Mas, por ora, a demanda é lenta. Ainda que digam que estão bem abastecidas, as indústrias estão presentes no mercado e indicam R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativas, para embarque em 30 de janeiro e pagamento em 20 de fevereiro.

Diretamente com o produtor, a indicação é de R$ 52,00 por saca de 60 Kg FOB, em igual prazo. Os vendedores indicam entre R$ 55,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativas, a depender do prazo de embarque e pagamento. Para 2ª safra de 2026, as vendas ainda são pontuais, visto que produtores devem se sentir mais seguros para ofertar o cereal apenas em fevereiro, quando o plantio deve começar. Por enquanto, as fábricas indicam entre R$ 50,00 e R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho e pagamento em agosto. Para exportação, a indicação é de R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, em iguais condições.

No Paraná, na região de Cascavel, os compradores estão tentando elevar as indicações, mas os vendedores ainda estão relutantes. Apesar desse impasse, a comercialização está acontecendo em ritmo normal. As fábricas indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 30 dias. No mesmo prazo de entrega e pagamento, tradings indicam R$ 72,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá. Para 2ª safra de 2026, a negociação ainda é pontual. As indústrias indicam entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em agosto e pagamento em setembro.