07/Jan/2026
Segundo a AgResource, a demanda pelo milho norte-americano foi forte nos últimos meses, em parte porque a Ucrânia deixou cerca de 10 milhões de toneladas no campo para secagem ao longo do inverno, além de ter colhido uma safra menor. Esse quadro direcionou compras para os Estados Unidos. Porém, o ritmo recente das inspeções de exportação ficou abaixo do necessário para cumprir a projeção oficial do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os próximos números de consumo interno, especialmente o uso para ração, serão decisivos para validar o balanço atual. A situação da América do Sul também é confortável em relação a milho.
Na Argentina, 82% das lavouras estão em condição boa a excelente, nível considerado historicamente alto para o início de janeiro. Se o clima permanecer dentro da normalidade por mais algumas semanas, a produção argentina pode superar as estimativas oficiais em vários milhões de toneladas, ampliando ainda mais a oferta regional. O denominador comum entre soja, milho e trigo no início de 2026 é a dificuldade do mercado em reduzir rapidamente os estoques globais. O excesso de oferta continua presente e isso leva tempo para ser absorvido. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.