06/Jan/2026
Os futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (05/01) na Bolsa de Chicago. O mercado passou por correção após ter caído nos cinco pregões anteriores e acumulado desvalorização de 3% no período. O fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, também deu suporte aos preços. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. O vencimento março do grão subiu 7,00 cents (1,60%), e fechou a US$ 4,44 por bushel. As vendas de milho dos Estados Unidos na semana até 25 de dezembro vieram próximas do piso das estimativas de analistas, mas seguem bastante fortes no acumulado do ano comercial. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores venderam 756,4 mil toneladas de milho na semana. O mercado esperava vendas entre 700 mil e 1,5 milhão de toneladas.
Desde o início da temporada, os Estados Unidos venderam 50,54 milhões de toneladas, aumento de 30% na comparação anual. Os ganhos do milho estão se acelerando com a forte demanda externa e expectativas de que o USDA reduza sua estimativa de rendimento no relatório de oferta e demanda que sairá na próxima semana. A demanda por milho dos Estados Unidos deve permanecer forte, especialmente porque desafios logísticos continuam restringindo o movimento de milho da Ucrânia. As estimativas iniciais para o relatório do USDA indicam expectativas de uma redução no rendimento do milho dos Estados Unidos em 2025. O volume de milho inspecionado para exportação em portos dos Estados Unidos diminuiu 9,60% na semana encerrada em 1º de janeiro, para 1,207 milhão de toneladas. No acumulado do ano comercial, foram inspecionados 26,8 milhões de toneladas, alta de 65% ante igual período do ano anterior.