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17/Dec/2025

Futuros recuam com dúvidas sobre etanol nos EUA

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta terça-feira (16/12) na Bolsa de Chicago, pressionados pela ampla oferta global e pela indefinição sobre os mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos. No entanto, a demanda externa robusta limitou as perdas. O vencimento março recuou 3,25 cents (0,74%), e fechou a US$ 4,36 por bushel. As chuvas intensas no Brasil durante o fim de semana melhoraram as perspectivas para a safra de verão (1ª safra 2025/2026), que já alcançou 77,5% da área plantada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A melhora das condições climáticas reforça expectativas de boa produtividade, o que pressiona os preços internacionais. Apesar do cenário de oferta confortável, a Consus Ag Consulting rejeitou a tese de que a demanda norte-americana tenha sido excessivamente antecipada no início do ano comercial. Há comentários vindos do Brasil indicando que o País não deve ter milho disponível para exportação antes de julho, mantendo os Estados Unidos como principal fornecedor global pelos próximos meses. A oferta da região do Mar Negro se mantém limitada pelos conflitos locais, enquanto a Argentina não dispõe de volumes relevantes para exportação no curto prazo.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou inspeções de 1,589 milhão de toneladas na semana, volume 37,25% superior ao mesmo período do ano passado. No acumulado do ano-safra, as inspeções somam mais de 22,5 milhões de toneladas, alta de 69% na comparação anual. A indefinição sobre os mandatos de etanol para 2026 também pesou sobre o mercado. A falta de diretrizes claras da Agência de Proteção Ambiental (EPA) tem gerado cautela entre os participantes do mercado, especialmente no setor de biocombustíveis. A percepção pessimista sobre a demanda como um todo (milho, soja e trigo) não se justifica pelos fundamentos.