26/Nov/2025
Os futuros de milho fecharam em leve alta nesta terça-feira (25/11) na Bolsa de Chicago, influenciados pelo desempenho do trigo. Os dois grãos tendem a se mover na mesma direção porque um é substituto direto do outro em ração animal. O vencimento março do grão subiu 1,50 cent (0,34%), e fechou a US$ 4,38 por bushel. O desempenho refletiu ainda o recuo do dólar ante as principais moedas, que torna commodities produzidas nos Estados Unidos mais atraentes para compradores estrangeiros. A forte demanda pelo grão norte-americano contribuiu para os ganhos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,63 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana até 20 de novembro, recuo de 21% ante a semana anterior. Apesar da queda, este é o maior volume para a semana em mais de 30 anos. No acumulado do ano comercial 2025/2026, iniciado em 1º de setembro, foram inspecionados 17,48 milhões de toneladas de milho, aumento de 72% na comparação anual. A alta foi limitada pela queda do petróleo, que diminui a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho.
A perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos foi outro fator de pressão para as cotações. O USDA informou, em seu relatório semanal de acompanhamento de safra, que a colheita de milho nos Estados Unidos atingiu 96% no dia 23 de novembro, em comparação a 100% um ano atrás e 97% na média dos cinco anos anteriores. No Brasil, o plantio de milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) atingia até o dia 22 de novembro 59,3%, avanço de 6,7% na comparação com a semana anterior. Em comparação com igual período da safra anterior, quando 58,7% tinham sido semeados, há adianto de 0,6%. O Paraná já concluiu os trabalhos. O Rio Grande do Sul contava com 87% da área plantada.