ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

19/Nov/2025

Demanda impulsiona preços no Brasil e no exterior

Segundo o Itaú BBA, o mercado de milho no Brasil e no exterior registrou altas em outubro. Na Bolsa de Chicago, o cereal teve duas altas consecutivas, acompanhando a valorização da soja. No Brasil, os preços avançaram em outubro e seguem estáveis ou com leve alta, sustentados pela boa demanda e ritmo cadenciado de vendas. Outubro foi o segundo mês consecutivo que o milho apresentou alta na Bolsa de Chicago, alcançando US$ 4,21 por bushel, com uma valorização de 2,2%. A alta também foi impulsionada pela forte demanda pelo grão americano, além da ausência de dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em função da paralisação do governo norte-americano. Na primeira metade de novembro, a valorização persistiu, apoiada pela soja, com o preço na Bolsa de Chicago subindo 2,7%, chegando a US$ 4,33 por bushel. O relatório de novembro do USDA indicou estoques, exportações e estoque final maiores para os Estados Unidos na safra 2025/2026.

Já a produção norte-americana foi reduzida de 427,11 milhões de toneladas para 425,53 milhões de toneladas, refletindo queda de 0,3% na produtividade. Para o Brasil, o relatório trouxe produção levemente maior na safra 2024/2025, com 136 milhões de toneladas, ainda abaixo da média do mercado. No cenário interno, os preços também mostraram avanço. Em Sorriso (MT), a alta foi de 4% no mês, para R$ 48,40 por saca de 60 Kg. Na primeira quinzena de novembro, as cotações permaneceram estáveis ou com leve crescimento, dependendo da região. Apesar da grande safra colhida, a boa demanda e o ritmo de vendas mais cadenciado por parte do produtor têm sustentado os preços no mercado interno. O plantio da soja para a safra 2025/2026 avança com boa janela no Paraná e em parte do Mato Grosso, enquanto Goiás e Minas Gerais seguem tentando recuperar atrasos das últimas semanas. Tocantins e Maranhão exigem atenção devido às chuvas irregulares que dificultam a implantação das lavouras. As próximas semanas serão decisivas para definir a janela de semeadura e o nível de investimento na 2ª safra de 2026.

Os produtores que concluíram rapidamente o plantio da soja podem ampliar a área destinada ao milho 2ª safra de 2026, tendo em vista a melhora da relação de troca milho-fertilizantes, diante da queda do insumo. No âmbito das exportações, os embarques em outubro somaram 6,5 milhões de toneladas, volume superior ao enviado em igual período do ano passado, mas inferior ao de setembro. Entre fevereiro e outubro, os embarques atingiram 26,2 milhões de toneladas, 1,3% acima de igual período do ano passado. O line-up para novembro indica 5,8 milhões de toneladas, levando o total comprometido a 32,7 milhões de toneladas. Assim, para alcançar a expectativa de 42 milhões de toneladas, os embarques de dezembro e janeiro precisariam superar 4,5 milhões de toneladas por mês. No entanto, a comercialização mais lenta, a menor competitividade e o mercado interno acima da paridade de exportação tornam esse cenário difícil. É provável que o estoque de passagem da safra 2024/2025 seja maior que o previsto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.