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17/Nov/2025

Etanol de Milho: produção crescerá em 2026/2027

De acordo com relatório da Czarnikow, a produção de etanol de milho deve atingir 30% de toda a oferta de etanol no Centro-Sul na safra 2026/2027, chegando a 10,6 bilhões de litros. O volume representa crescimento de 14% em relação ao ciclo anterior e consolida o avanço do biocombustível impulsionado pela forte oferta de milho e pela expansão de usinas dedicadas principalmente na Região Centro-Oeste. A competitividade de custo tem sido o principal motor desse crescimento. O Brasil é o terceiro maior produtor global de milho, o que garante ampla disponibilidade da matéria-prima, especialmente do milho 2ª safra. Hoje, 1 tonelada de milho rende entre 420 e 460 litros de etanol.

A Czarnikow calcula que o custo médio de produção de etanol de milho fique em R$ 1,85 por litro, bem abaixo dos R$ 2,45 por litro observados nas usinas de cana-de-açúcar. A vantagem aumenta com a venda dos coprodutos DDG, usado na nutrição animal, e óleo vegetal, que ajudam a reduzir o custo efetivo. De cada tonelada de milho processada, surgem entre 260 Kg e 300 Kg de DDG e entre 15 Kg e 20 kg de óleo. Apesar da competitividade, o setor enfrenta um alerta: a dependência de biomassa, principalmente cavaco de madeira, para geração de vapor. Com o avanço da capacidade instalada, a oferta desse insumo começa a preocupar.

Algumas usinas testam alternativas, como resíduos animais, mas a eficiência ainda é considerada insuficiente. O avanço do etanol de milho no Brasil está concentrado na Região Centro-Oeste, que responde por 60% da produção nacional de milho 2ª safra. Das 22 usinas em operação, 20 estão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. São 13 totalmente dedicadas ao milho e 9 do tipo flex, que operam com milho e cana-de-açúcar. Outras 31 unidades foram anunciadas entre o fim de 2024 e 2025, com potencial para adicionar mais 10 bilhões de litros ao mercado brasileiro. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.