05/Nov/2025
Segundo a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), chuvas intensas, ventos fortes e granizo atingiram lavouras de soja e milho no Paraná no fim de semana, principalmente nas regiões oeste, noroeste, norte e norte pioneiro. O mau tempo também provocou danos em galpões, armazéns, máquinas e equipamentos agrícolas. Está sendo feito o levantamento junto às cooperativas para avaliar a dimensão do prejuízo. Os produtores devem procurar as prefeituras para solicitar a avaliação sobre a necessidade de decretação de estado de calamidade pública, o que facilitaria a comprovação dos danos e o acesso a medidas emergenciais, como acionamento do seguro rural e renegociação de dívidas. Uma avaliação mais detalhada será possível nos próximos dias. A ideia é buscar ações para mitigar os prejuízos, com apoio direto aos produtores afetados.
A Ocepar atuará junto aos governos estadual e federal, acionando os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), além das frentes parlamentares do Cooperativismo (Frencoop) e da Agropecuária (FPA). Dados preliminares do Simepar e do Inmet indicam que os temporais começaram no sábado (1º/11), com descargas elétricas, ventos fortes e granizo em cidades do norte e noroeste. No domingo (02/11), as chuvas se espalharam por quase todo o Estado, com maior intensidade no oeste e noroeste. Em Santo Antônio da Platina, no norte pioneiro, as precipitações ultrapassaram 40 milímetros, e em algumas localidades do norte chegaram a 70 milímetros, com rajadas de vento de até 92 Km/h. Segundo a Defesa Civil, 15 municípios foram afetados, com 5.318 pessoas atingidas, 444 desalojadas e 60 desabrigadas, além de 4.056 residências danificadas. O governo do Paraná autorizou o repasse de R$ 50 milhões do Tesouro Estadual ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinado a apoiar as prefeituras na recuperação das áreas afetadas.
De acordo com o Simepar, o volume de chuvas no fim de semana já superou a média histórica de novembro em municípios como Campo Mourão, Cianorte e Santa Helena, e a instabilidade deve persistir nos próximos dias. Essas tempestades foram formadas e se desenvolveram pela combinação de calor e umidade elevados, somada à intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina. As cooperativas relataram perdas localizadas em áreas recém-semeadas de soja e em talhões de milho em fase vegetativa, especialmente no oeste e no noroeste. Em alguns casos, há possibilidade de replantio. A Ocepar orientou que os produtores acionem imediatamente o seguro rural, registrem os danos e informem os bancos em caso de lavouras financiadas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.