04/Nov/2025
Os futuros de milho fecharam em alta nesta segunda-feira (03/11) na Bolsa de Chicago. Os ganhos foram sustentados em parte pela boa demanda pelo grão norte-americano. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 1,67 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para exportação em portos do país na semana até 30 de outubro, aumento de 34,3% ante a semana anterior. Na comparação anual, o aumento é de 108,5%. No acumulado do ano comercial 2025/2026, iniciado em 1º de setembro, foram inspecionados 12,26 milhões de toneladas, aumento de 64% ante igual período do ciclo anterior. O vencimento dezembro do grão subiu 2,75 cents (0,64%), e fechou a US$ 4,34 por bushel. O fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, também deu algum suporte aos preços.
Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. A alta foi limitada pelo tempo seco em boa parte do Meio Oeste dos Estados Unidos, que deve permitir a conclusão da colheita no país. A perspectiva é de uma safra recorde, apesar de rendimentos abaixo do esperado. Traders aguardam agora o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que será divulgado em 14 de novembro e dará uma ideia mais clara sobre o tamanho da produção norte-americana. No Brasil, o plantio de milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) estava 60% concluído no Centro-Sul do País no dia 30 de outubro, contra 55% uma semana antes e 59% no mesmo período do ano passado, informou a AgRural. Ao longo da semana, o avanço das plantadeiras foi limitado pela baixa umidade em Goiás, Minas Gerais e São Paulo. No Rio Grande do Sul, por outro lado, a reta final do plantio tem sido dificultada pelo excesso de umidade.