08/Feb/2024
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quarta-feira (07/02) na Bolsa de Chicago, ainda pressionados pela oferta abundante dos Estados Unidos, combinada com a fraca demanda pelo grão norte-americano. A expectativa de tempo mais úmido na Argentina e o avanço do plantio da 2ª safra de 2024 no Brasil também influenciaram os negócios. A Consus Ag Consulting afirmou que o rápido progresso da colheita de soja e as chuvas recentes em regiões de cultivo do Brasil deixam mais tempo para o plantio e o desenvolvimento da 2ª safra de milho de 2024.
O vencimento março do cereal recuou 4,50 cents (1,03%), e fechou a US$ 4,34 por bushel. Os preços terminaram próximos do menor nível desde dezembro de 2020. Nas últimas sessões, vários traders e analistas disseram que o milho está "sobrevendido", mas isso não resultou em movimentos significativos de cobertura de posições. Quanto ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira (08/02), a expectativa de analistas é de que a safra total do Brasil seja reduzida de 127 milhões de toneladas para 124,3 milhões de toneladas.
A produção argentina deve ser aumentada de 55 milhões de toneladas para 55,7 milhões de toneladas. Em janeiro, a Conab estimou a produção total do Brasil em 117,60 milhões de toneladas. Dados de produção e estoque de etanol nos Estados Unidos vieram acima das expectativas do mercado. No país, o biocombustível é feito principalmente com milho. A produção média foi de 1,033 milhão de barris por dia na semana encerrada em 2 de fevereiro. Os estoques somaram 24,8 milhões de barris.