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31/Jan/2024

Futuros do milho em alta acompanhando petróleo

Os futuros de milho fecharam em alta nesta terça-feira (30/01) na Bolsa de Chicago. Os negócios foram influenciados por um movimento de correção, após o mercado ter caído nas três sessões anteriores, acumulado perda de 2,65% no período e atingido o menor nível desde dezembro de 2020. O avanço do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol, também deu suporte aos preços. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. O vencimento março do cereal ganhou 7,50 cents (1,70%), e fechou a US$ 4,47 por bushel. Apesar da alta desta terça-feira (30/01), a tendência ainda é de baixa.

A oferta volumosa dos Estados Unidos, combinada com a fraca demanda pelo grão norte-americano, vem pesando sobre os preços. Na ausência de novidades que possam impulsionar o mercado, os fundos continuam apostando fortemente na queda do milho. Não há nada no momento que faça os fundos reduzirem sua enorme posição vendida. Levantamento da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostrou que fundos mantinham uma posição líquida vendida em milho de 275.467 lotes em 23 de janeiro. A boa perspectiva para a safra de milho da Argentina, apesar do tempo quente e seco dos últimos dias, ajudou a limitar os ganhos.

Quanto ao Brasil, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que a colheita da safra de verão de milho (1ª safra 2023/2024) alcançou 10,4% da área plantada no País até o dia 27 de janeiro, avanço de 1,8% na semana e de 2,6% entre as temporadas. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo começaram a retirada do cereal do campo, com, respectivamente, 30%, 13% e 8% da área colhida. O plantio da 2ª safra de 2024 atingia 10,3% da área prevista até o dia 27 de janeiro, avanço de 5,3% na semana e de 6,4% à frente de igual período da temporada anterior. Mato Grosso (17,9%) e Paraná (8%) lideram o plantio das lavouras de 2ª safra do cereal.