17/Jan/2024
Os preços indicados por exportadores, abaixo do que sinalizam compradores no mercado interno, têm pressionado as cotações do milho no spot nacional. Na Região Sul do Brasil, indústrias estão abastecidas e administram novas compras para tentar fechar negócios a valores mais baixos e a prazos mais longos. A tendência ainda é de preços baixos no mercado doméstico. O relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na semana passada trouxe cortes na produção brasileira menores do que o esperado.
No Rio Grande do Sul, na região de Santa Rosa, os compradores do mercado inferno indicam R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento em 30 dias, queda de R$ 2,00 por saca de 60 Kg nos últimos dias. No Porto de Rio Grande, a indicação é de R$ 59,00 por saca de 60 Kg CIF. Os compradores gastam pelo menos R$ 9,00 por saca de 60 Kg em frete na região, então acaba tendo bastante diferença da oferta das indústrias. Isso resultaria em R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB para exportação, enquanto as indústrias indicam entre R$ 57,00 e R$ 58,00 por saca de 60 Kg FOB. Os preços indicados por exportadores balizam o mercado, de forma que compradores do mercado interno acabam atuando na mesma linha e indicando valores mais baixos. Além disso, a maior parte das indústrias já está abastecida para o mês de janeiro e oferece valores menores para prazos mais longos. Para entrega mais curta, a negociação é pontual, realizada conforme a necessidade.
Em Mato Grosso, na região de Nota Mutum, o mercado é lento. Os compradores indicam R$ 39,00 por saca de 60 Kg FOB para o milho disponível, com entrega em janeiro e pagamento em fevereiro. Para a 2ª safra de 2024, a indicação é de R$ 35,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega e pagamento na safra, entre julho e agosto. O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) limitou as negociações com milho para o abastecimento interno. O relatório decepcionou os operadores do mercado local, pois todos esperavam que a quebra na safra de Mato Grosso seria refletida de modo mais firme nos dados da agência. Com os números apresentados (redução de 129 milhões de toneladas na projeção anterior para 127 milhões de toneladas na projeção de janeiro), o mercado caiu.