12/Jan/2024
Os futuros de milho fecharam em leve baixa nesta quinta-feira (11/01) na Bolsa de Chicago, após dados de vendas externas dos Estados Unidos que vieram mais próximos do piso das estimativas do mercado. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores norte-americanos venderam 487,6 mil toneladas de milho da safra 2023/2024, já descontados os cancelamentos, na semana encerrada em 4 de janeiro.
O volume representa alta de 33% ante a semana anterior, mas queda de 52% em relação à média das quatro semanas anteriores. Exportadores relataram venda de 175 mil toneladas de milho do ano comercial 2023/2024 para o México. O vencimento março do cereal recuou 1,75 cent (0,38%), e fechou a US$ 4,57 por bushel. Uma maior estimativa para a safra da Argentina também pressionou as cotações. A Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua previsão de 56 milhões de toneladas para um recorde de 59 milhões de toneladas, o que representa aumento de 64% ante a temporada anterior.
Após o desastre do ano passado, a Argentina voltaria a alcançar um recorde de produção de milho. Essa produção seria um marco, superando em 7,5 milhões de toneladas as máximas registradas em 2018/2019 e 2019/2020 (ambas com 51,5 milhões de toneladas). As perdas foram limitadas pelo fortalecimento do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho.