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08/Jan/2024

Estoques de passagem para 2024 terão forte queda

Os preços do milho iniciaram 2023 em patamares firmes, sustentados pelo menor estoque de passagem e por preocupações com o clima no Sul do País, que já vinha prejudicando a primeira safra do cereal. Porém, apesar de um cultivo mais tardio na segunda safra, o clima favoreceu o desenvolvimento das lavouras, resultando em oferta recorde no agregado do ano-safra. Com isso, de abril a junho, as cotações recuaram com força, mas, no trimestre seguinte, se mantiveram estáveis. Somente a partir de setembro que, com o ritmo acelerado das exportações e com agentes preocupados com a safra de 2024, os preços do milho registraram reações, e uma parte das perdas do ano foi recuperada.

Em 2023, a colheita das três safras somou 131,9 milhões de toneladas, um recorde. Somando a produção com o estoque inicial, de 8,1 milhões de toneladas, e importação, de 1,9 milhão toneladas, a disponibilidade total da safra 2023 foi de 141,8 milhões de toneladas. O consumo interno ficou em 79,6 milhões de toneladas, gerando excedente de 62,2 milhões de toneladas. De fevereiro a junho de 2023, as exportações somaram apenas 5,5 milhões de toneladas. Entretanto, de julho de 2023 até dezembro de 2023, foram embarcadas 43,2 milhões de toneladas, acumulando 49 milhões de toneladas no ano-safra (fevereiro 2023 a dezembro de 2023).

No ano comercial 2022/2023, entre fevereiro/2023 e janeiro/2024, o Brasil poderá exportar até 56 milhões de toneladas. Caso as exportações atinjam esse volume e o consumo interno fique em 79,6 milhões de toneladas, os estoques de passagem para o ano comercial 2023/2024, em 1º de fevereiro de 2024, podem sofrer uma forte queda, caindo para apenas 6,3 milhões de toneladas e representando apenas 8% do consumo anual e a menor relação desde a temporada 2011/2012. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.