20/Dec/2023
As prováveis quebras na safra de verão no Rio Grande do Sul, que está no início da colheita, têm feito com que produtores tranquem o que resta do milho disponível nos silos, na expectativa de aumentos de preço. A expectativa era de um rendimento de 120 a 130 sacas por hectare, mas a realidade atual é de 50 sacas por hectare. 5% da safra foi colhida, o que significa que o cenário pode mudar muito durante o restante da colheita. A queda de braço entre compradores e vendedores também tem inibido os acordos. No noroeste do Rio Grande do Sul, as indicações se mantêm em R$ 67 por saca FOB, com embarque imediato e pagamento em 30 dias. Os vendedores pedem R$ 70 por saca FOB.
Como está chegando a safra, os produtores vão segurar porque há estimativa de quebra na produção. Tampouco têm sido fechados acordos para a safra de 2023/2024. As indicações variam entre R$ 65 e R$ 70 por saca CIF posto indústria, a depender do local, com entrega em janeiro e pagamento entre fevereiro e fim de março. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o milho disponível está cotado em R$ 41 por saca FOB, com entrega em dezembro e pagamento em janeiro. Os agricultores da região estão concentrados na safra que se aproxima e já consideram os negócios praticamente encerrados neste fim de ano.
Apesar da atenção dos produtores, as vendas da safra 2023/2024 também não se realizam. Há indicações de R$ 39 por saca CIF, com entrega em julho e pagamento em agosto de 2024. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) projetou que Mato Grosso deve colher 43,75 milhões de toneladas de milho em 2024, ou 16,7% abaixo do que foi colhido em 2023. A área cultivada do cereal no Estado deverá ser 6,3% menor na comparação com o ciclo anterior. Fonte: Cogo Inteligência em Agronegócio.