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19/Dec/2023

Futuros do milho em baixa com clima na Argentina

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta segunda-feira (18/12) na Bolsa de Chicago (CBOT), refletindo condições climáticas favoráveis na Argentina. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou na semana passada que o plantio no país alcançou 49,3% da área total prevista, de 7,1 milhões de hectares. A parcela da safra em condição entre normal e excelente atingiu 99%. O vencimento março/2024 do milho recuou 6,00 cents (1,24%), para US$ 4,77 por bushel. A ampla oferta dos Estados Unidos e a concorrência do Brasil no mercado de exportação foram outros fatores baixistas para as cotações.

De acordo com dados publicados pela Administração Geral de Alfândegas da China (Gacc), o país asiático importou 3,59 milhões de toneladas de milho em novembro. O volume representa avanço de 384% ante igual mês do ano passado, quando as importações foram de 740 mil toneladas. No acumulado do ano, os embarques do cereal totalizaram 22,18 milhões de toneladas, alta de 12,3% na comparação anual. O volume importado pela China foi maior do que o esperado, principalmente por causa dos embarques do Brasil. As perdas foram limitadas por dados de exportação dos EUA.

O Departamento de Agricultura do país (USDA) informou que 947.418 toneladas de milho foram inspecionadas para embarque em portos norte-americanos na semana até 14 de dezembro, alta de 30,6% ante a semana anterior. O enfraquecimento do dólar ante o real e o avanço do petróleo também impediram uma queda mais acentuada dos preços. O recuo da moeda norte-americana tende a desestimular as vendas externas brasileiras, enquanto a alta do petróleo melhora a competitividade relativa do etanol. Nos EUA, o biocombustível é feito principalmente com milho.