13/Dec/2023
A negociação de milho tem ganhado mais ritmo, sobretudo na Região Centro-Oeste. Além de valorização, que estimula acordos, os produtores começam a desocupar os silos, para abrir espaço para a soja 2023/2024, apesar de atrasos no plantio em virtude do clima. Na Região Sul do País, a negociação segue travada. Os compradores mantêm as indicações, mas há desacordo com vendedores em relação aos preços. Em Mato Grosso, na região de Lucas do Rio Verde, há registro de negócios no mercado spot a R$ 37,00 por saca de 60 Kg, para retirada em dezembro e pagamento em 30 dias.
A maioria dos produtores da região está concentrada na retirada do cereal da safra velha dos silos, pois, apesar do atraso no plantio, logo começa a entrar a soja da próxima safra. Para comercialização da 2ª safra de 2024, tradings indicam entre R$ 34,00 e R$ 35,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em junho e pagamento em 30 de agosto. Também há indicação de R$ 42,00 por saca de 60 Kg para indústria de etanol, com entrega em junho ou julho e pagamento em 30 de outubro. Apesar das notícias sobre a quebra da safra no Estado, tradings estão segurando os preços dos contratos futuros. Mas, se o produtor colher pouco por causa do estresse hídrico, ele não vai ter nem como pagar os custos de produção.
No Rio Grande do Sul, na região de Passo Fundo, as indicações de compra no spot do milho se mantêm em R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega imediata e pagamento em 30 dias. O mercado está parado. Os produtores indicam R$ 72,00 por saca de 60 Kg FOB. Os compradores precisam elevar as indicações para conseguir comprar o milho. Também não têm rodado volumes na negociação antecipada da safra de verão (1ª safra 2023/2024), sem indicações de compra ou venda. Os compradores ainda não estão balizando um preço porque não sabe o que vai acontecer. Mas, as chuvas podem contribuir para uma produção volumosa e de qualidade de milho.