06/Dec/2023
O Itaú BBA prefere ainda não fazer projeções em relação à safra 2023/2024 de milho, em função das incertezas climáticas que afetam as lavouras brasileiras. Conforme os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a área de milho no Brasil deve cair 5% em 2023/2024, para 21,1 milhões de hectares. A produção deve ser 9,6% menor, de 119,1 milhões de toneladas ante 131,8 milhões de toneladas na safra anterior. Em relação à safra de verão (1ª safra 2023/2024), a área prevista é de 4,1 milhões de hectares, queda de 7,7% ante 2022/223, e a colheita deve render 25,9 milhões de toneladas, ou 5,5% menos ante 2022/2023. A 2ª safra de 2024 deve ter redução de 4,4%, para 17 milhões de hectares, e a colheita ceder 10,7%, para 93,2 milhões de toneladas.
Problemas climáticos intensificados pelo fenômeno climático El Niño, com fortes chuvas na Região Sul do País e seca na Região Centro-Oeste, levaram à revisão para baixo da Conab das expectativas em relação ao ciclo 2022/2023. Ainda há possibilidade de revisão, porque os produtores de soja ainda não definiram se de fato plantarão milho ou passarão para outras culturas, como algodão e até gergelim. Em relação ao balanço global de oferta e demanda, o estoque final de milho deve somar 309 milhões de toneladas em 2023/2024 na projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), alta de 3% ante 2022/2023. A produção global deve atingir 1,215 bilhão de toneladas, ou 5% maior ante 2022/2023. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.