06/Dec/2023
O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) reduziu sua estimativa para a 2ª safra de milho de 2024 em Mato Grosso, para 43,75 milhões de toneladas, recuo de 2,5% em relação à estimativa de novembro e de 16,67% em relação ao ciclo 2022/2023. A área plantada também sofreu recuo nas duas bases comparativas. Em relação à projeção de novembro, houve queda de 2,5% e, quanto à safra passada, o recuo foi de 6,27%. A queda da área plantada ocorreu pela desmotivação dos produtores em relação ao cultivo do cereal para a temporada. Com o atraso na semeadura da soja 2023/2024, a janela considerada ideal para o milho 2ª safra de 2024 ficou mais apertada. Além disso, a desvalorização no preço do milho não cobre o Custo Operacional Efetivo (COE), o que preocupa ainda mais os produtores em relação à rentabilidade negativa.
Em relação ao rendimento projetado, o Imea manteve a expectativa de novembro, uma vez que ainda existem fatores que podem influenciar no rendimento final da cultura. As regiões que tiveram maior diminuição de área em relação à temporada anterior foram a nordeste, com 8,77%; a norte, com 7,96%, e a oeste, com 6,72%. Nessas regiões, os produtores migraram para culturas como algodão, sorgo, gergelim e até cultivos de cobertura. Foi divulgada a perspectiva de oferta e demanda de milho em relação às safras 2022/2023 e 2023/2024. Em relação ao ciclo passado, a demanda é prevista em 50,98 milhões de toneladas, aumento de 0,28% ante a projeção de novembro, impulsionado pelo consumo em Mato Grosso, que subiu 0,38%, em decorrência da ampliação no consumo das usinas de etanol e pelo aumento de 35,2% na projeção para a temporada de aquisições públicas.
Diante disso, o estoque final para a temporada 2022/2023 ficou estimado, em Mato Grosso, em 1,7 milhão de toneladas, 7,73% a menos em relação à projeção de novembro. Vale destacar que, apesar do recuo mensal, ainda é o maior estoque da série histórica do Imea. Em relação à safra 2023/2024, a expectativa de demanda caiu 1,98% ante novembro, para 45,14 milhões de toneladas. Tal retração foi puxada pela menor projeção de exportação para a próxima colheita, ou 3,38% menos ante a estimativa de novembro. Esse movimento ocorreu por causa da expectativa da retomada de grandes produtores no mercado mundial, como Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. Assim, com o ajuste na oferta e demanda da safra 2023/2024, o estoque final do ciclo caiu 52,88% em relação ao relatório de novembro, ficando projetado em 317,43 mil toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.