05/Dec/2023
A consultoria Céleres considera que o clima atípico para o plantio da safra de verão (1ª safra 2023/2024) não deve afetar significativamente os resultados de produção, mas, ao provocar um atraso na semeadura do milho 2ª safra de 2024, levando a uma segunda safra menor. 400 mil hectares deixarão de ser semeados com milho 2ª safra de 2024.
Tendo em vista que a soma das regiões prejudicadas representa 17% da produção de soja e 13% da produção de milho nacional, é bem provável que a média de produtividade no Brasil na safra de verão (1ª safra 2023/2024) não seja prejudicada de forma significativa por esse fator específico. Entretanto, é possível que essas regiões sofram com uma queda de produtividade.
O padrão climático deve melhorar nas próximas semanas, o ritmo de colheita de soja e plantio da próxima safra de milho (1ª safra 2024) devem atrasar e se aproximarem de períodos não ideais para a cultura. Diante desse cenário, a produtividade da 2ª safra de milho 2024 tende a contar com maiores riscos e já incluir um certo prêmio climático sobre as cotações de milho em 2024.
Com margens operacionais baixas para o milho 2ª safra e janela operacional estreita, a visão é de queda de área plantada na cultura de inverno para a temporada 2023/2024 em quase 400 mil hectares. As condições de mercado e clima deverão interferir nas decisões de planejamento da 2ª safra de 2024 até meados de fevereiro, aumentando a atrasos e incertezas nos mercados dentro, antes e depois da porteira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.