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19/Jan/2023

Futuros do milho recuam com realização de lucros

Os futuros de milho fecharam em baixa nesta terça-feira (18/01) na Bolsa de Chicago. Investidores embolsaram lucros após o mercado ter acumulado ganho de 5% nas cinco sessões anteriores. O fortalecimento do dólar ante o Real, que tende a estimular as exportações brasileiras, também pesou sobre os contratos. O Brasil vem exportando volumes recordes nos últimos meses. A Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec) elevou sua previsão para embarques brasileiros de milho em janeiro, de 5,025 milhões de toneladas para 5,178 milhões de toneladas.

O vencimento março do grão perdeu 4,00 cents (0,58%), e fechou a US$ 6,81por bushel. A influência do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado no dia 12 de janeiro, finalmente perdeu força. Na ocasião, a estimativa final para a produção norte-americana em 2022/2023 foi reduzida de 353,82 milhões de toneladas para 348,74 milhões de toneladas, enquanto o mercado previa 353,62 milhões de toneladas.

O interesse de compra se esgotou e, com a previsão meteorológica indicando mais chuvas para a América do Sul, o caminho de menor resistência parece ser para baixo. O tempo predominantemente seco na Argentina e na Região Sul do Brasil vinha dando suporte às cotações. De acordo com a Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), a safra de verão de milho (1ª safra 2022/2023) já registra perdas irreversíveis no Estado.