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01/Dez/2020

Preços em baixa afastam vendedores do mercado

A comercialização de milho no Brasil vem perdendo ritmo, à medida que consumidores domésticos, que concentram a demanda atualmente, estão relativamente abastecidos para necessidades de curto prazo. Os preços seguem pressionados, mas nem todos os produtores reagem tentando vender. A negociação antecipada da 2ª safra avança a passos lentos e os vendedores continuam afastados. A falta de chuvas em algumas regiões produtoras do Centro-Oeste preocupa, já que boa parte da produção futura está vendida.

Em Mato Grosso, na região de Nova Mutum, a negociação de milho é lenta. A queda dos preços indicados para o cereal, ao menos por enquanto, desestimula os vendedores. No spot, os consumidores domésticos indicam R$ 70,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em dezembro e pagamento no curto prazo, e R$ 72,00 por saca de 60 Kg, para retirada em janeiro e pagamento em fevereiro. Para a 2ª safra de 2021, os preços estão sustentados pela possibilidade de a produção ser menor do que a esperada, em virtude da falta de chuvas. Os compradores indicam R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho de 2021 e pagamento em agosto. Os vendedores, contudo, não sinalizam por quanto voltariam a negociar.

No Paraná, na região norte, os compradores estão afastados das negociações. No Porto de Paranaguá, a indicação está entre R$ 72,00 e R$ 72,50 por saca de 60 Kg, para entrega imediata e pagamento no fim de dezembro. Como está na iminência da virada de safra, muitas cooperativas e cerealistas querem limpar os silos para fazer manutenção preventiva. Para negociação antecipada da 2ª safra de 2021, os compradores indicam entre R$ 54,00 e R$ 55,00 por saca de 60 Kg, para retirada em agosto do ano que vem e pagamento em setembro na região norte do Paraná. No Porto de Paranaguá, a indicação está entre R$ 60,00 e R$ 61,00 por saca de 60 Kg, nos mesmos prazos.