25/Nov/2020
Segundo o Itaú BBA, os preços do milho no Brasil só devem recuar com a entrada da 2ª safra de 2021. O grão se valorizou recentemente impulsionado pelo aumento das cotações na Bolsa de Chicago, pelo câmbio desvalorizado e pelo fato de produtores, capitalizados, restringirem a comercialização. Em Mato Grosso, na região de Sorriso, os preços chegaram à casa dos R$ 70,00 por saca de 60 Kg, o mais alto já registrado na região.
O primeiro semestre deve ser equilibrado em termos de oferta e demanda, e os preços devem ter prêmio sobre a paridade de exportação. No segundo semestre, com a 2ª safra de 2021 no Brasil, a tendência é de preços domésticos com desconto sobre paridade de exportação, e aí pode haver uma queda mais relevante de preços no Brasil. Porém, tudo dependerá do volume de milho produzido na 2ª safra de 2021. Com o atraso no plantio de soja, a janela para produtores semearem o milho pode diminuir. Essa possibilidade está refletida na B3.
O contrato para setembro de 2021 carrega prêmio em relação à paridade de exportação justamente pela incerteza quanto ao tamanho final da 2ª safra de 2021. Para os produtores brasileiros, as margens devem ser positivas este ano, assim como foram na temporada passada. É claro que existe preocupação com a Região Sul. Deve haver alguma quebra, mas, caso ela seja mais abrupta, pode não compensar o avanço dos preços. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.