23/Nov/2020
Os contratos futuros de milho fecharam em alta na sexta-feira (20/11) na Bolsa de Chicago, revertendo as perdas da véspera, com a confirmação de novas compras do cereal norte-americano pelo mercado externo. O contrato com vencimento em março, o mais líquido, ganhou 1,00 cent (0,23%) e fechou a US$ 4,28 por bushel. As cotações retornaram ao território positivo após o fôlego observado na sessão de quinta-feira (19/11), que interrompeu a sequência de quatro pregões consecutivos de alta.
O impulso veio da sinalização de demanda externa aquecida, já que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou vendas de 289,27 mil toneladas de milho norte-americano para estrangeiros. Do total, 158,270 mil foram para México e 131 mil para destinos não revelados. O mercado costuma desconfiar que a nomenclatura se refere às compras da China, o que seria um bom indício, dada a ausência de compras da potência asiática na semana passada.
Na quinta-feira (19/11), o USDA já havia informado, em seu relatório semanal, que as exportações de milho no país subiram 11% na semana terminada em 12 de novembro. A valorização do petróleo nas bolsas internacionais também ajudou os preços do milho. A alta do combustível tende a aumentar a competitividade do etanol, que é produzido principalmente com milho nos Estados Unidos. A estiagem no Brasil, contudo, continua sendo monitorada pelo mercado. Nos últimos dias, as regiões produtivas registraram chuvas, mas ainda não se sabe se serão suficientes para compensar o déficit hídrico definitivamente.