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17/Nov/2020

Preços do milho sustentados com ofertas escassas

A comercialização de milho no spot segue bastante lenta em todo o País. Porém, em Mato Grosso, há registro de negócios pontuais fechados por produtores que buscam abrir espaço em silos e armazéns para armazenar a soja da safra 2020/2021. Os preços continuam sustentados, porém como a oferta ainda é escassa, os compradores têm tentado pressionar as cotações após adquirirem alguns volumes. As vendas antecipadas de milho da próxima safra também estão lentas, em especial por incertezas trazidas pelo clima, na Região Sul do País, que sofre com seca, e na Região Centro-Oeste, onde o plantio da soja atrasou.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, os compradores indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em novembro e pagamento em 30 de dezembro. Tradings indicam R$ 58,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em novembro e pagamento em 15 dezembro. Quanto à negociação antecipada da 2ª safra de 2021, os consumidores domésticos indicam R$ 45,00 por saca de 60 Kg, para retirada em julho e pagamento em 30 de setembro do ano que vem. Os exportadores indicam menos do que mercado interno para o cereal futuro: R$ 42,00 por saca de 60 Kg, para embarque em julho e pagamento em agosto de 2021; R$ 43,00 por saca de 60 Kg, para retirada e pagamento em setembro, e R$ 45,00 por saca de 60 Kg, para embarcar em novembro do ano que vem e pagar em dezembro. Mas, não há interesse de venda.

No Rio Grande do Sul, na região de Passo Fundo, há registros de negócios pontuais no spot a R$ 89,90 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em uma semana. No geral, a comercialização está bastante lenta, tanto por falta de milho no disponível quanto pelo fato de o produtor estar preocupado com a safra de verão (1ª safra 2020/2021) e com a falta de chuva. A preocupação com o desempenho da safra de milho 2020/2021 no Estado também é um impeditivo para produtor antecipar mais vendas da colheita futura. Não há sequer referência de compra ou venda para o grão da safra de verão (1ª safra 2020/2021) que ainda está no campo. No Estado, o hábito é vender mais no spot, dadas as incertezas do clima e, consequentemente, da colheita.