28/Out/2020
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta terça-feira (27/10) na Bolsa de Chicago, dando sequência ao movimento de correção iniciado na segunda-feira (26/07). Apesar das duas quedas seguidas, os preços do grão ainda acumulam ganho de 9,76% em outubro. Além disso, dados publicados na sexta-feira (23/10) mostraram que fundos de investimento elevaram em 34,8% seu saldo comprado em milho na semana encerrada em 20 de outubro, de 156.928 para 211.575 lotes. O aumento foi maior do que o esperado e desencadeou vendas de contratos.
O vencimento dezembro do grão perdeu 1,75 cent (0,42%) e fechou a US$ 4,16 por bushel. O ressurgimento de casos do novo coronavírus nos Estados Unidos também pressionou as cotações. Qualquer piora da pandemia de Covid-19 terá impacto sobre o milho e o etanol nos Estados Unidos, já que reduzirá a locomoção. Nos Estados Unidos, o etanol é feito principalmente com milho. A perspectiva de demanda chinesa pelo grão norte-americano e de menor produção na Ucrânia impediu uma queda mais acentuada dos preços. Os estoques da China estão em níveis mínimos e o país não tem muita opção a não ser recorrer aos Estados Unidos no momento.
Quanto à Ucrânia, a percepção é de que o clima seco afetou consideravelmente a safra de milho do país. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pode estar superestimando a produção de milho da região do Mar Negro. A colheita nos Estados Unidos continua avançando rapidamente. O USDA informou que 72% da safra tinha sido colhida até o dia 25 de outubro, em comparação a 60% na semana anterior. Na época correspondente dos cinco anos anteriores, os trabalhos estavam, em média, em 56%.