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16/Out/2020

Preços do milho firmes com a demanda aquecida

A firme procura de compradores tanto por milho disponível quanto pelo cereal a ser semeado continua sustentando valorizações do produto no Brasil. O clima seco tem contribuído para o cenário altista, ao abrir a possibilidade de uma oferta mais escassa no ano que vem, com a comercialização futura já adiantada. Como tem sido observado, o aumento dos preços raramente se converte em negócios volumosos. Em Mato Grosso, na região de Campo Verde, a indicação de exportadores é de R$ 60,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarcar e pagar em novembro.

As usinas de etanol de milho instaladas na região estão paradas porque não vale a pena operar com milho adquirido pelo valor atual. Com relação à negociação antecipada da 2ª safra de 2021, os compradores do mercado interno indicam R$ 45,50 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em julho do ano que vem e pagamento em agosto. A demanda está aquecida, pois os compradores estão preocupados com a safra de milho do ano que vem, devido ao clima seco. No Rio Grande do Sul, na região de Passo Fundo, a negociação segue em ritmo lento. Os compradores do mercado interno indicam R$ 68,00 por saca de 60 Kg, para retirada imediata e pagamento em 10 dias.

A demanda no disponível segue concentrada na necessidade de granjas e indústrias. Os preços podem ceder na semana que vem com a chegada de alternativas ao milho para ração, como cevada, triguilho e trigo. Quanto à negociação antecipada da safra de verão (1ª safra 2020/2021), os compradores do mercado interno no Rio Grande do Sul indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em fevereiro e pagamento em março, porém os produtores não mostram interesse em negociar. Eles já negociaram parte da safra de milho antecipadamente e estão apreensivos quanto a possíveis adversidades climáticas causadas pelo La Niña.