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08/Out/2020

Tendência é de preços sustentados para o milho

Segundo o Itaú BBA, os preços do milho no Brasil devem se manter firmes com os futuros na Bolsa de Chicago em patamares elevados e o câmbio desvalorizado. Contudo, o prêmio sobre a paridade de exportação tende a diminuir com o início do período de chuvas, já que parte dos estoques fica armazenada "a céu aberto", e à medida que a próxima colheita se aproximar. Os dois fatores podem fazer com que parte do volume que ainda não foi comercializado seja ofertado ao mercado.

O banco também chamou a atenção para a dificuldade de repasse das altas do milho no mercado interno. No caso do frango, por exemplo, as margens de quem vende o produto in natura localmente já se mostram mais pressionadas. Para os preços internacionais do cereal, com os estoques menores dos Estados Unidos na virada da temporada 2020/2021 para 2021/2022, uma aceleração maior das exportações e/ou do consumo doméstico do grão e perdas adicionais de produtividade no país poderão deixar o mercado apertado.

Esse ambiente pode abrir espaço para mais altas no curto prazo do valor do milho na Bolsa e Chicago. O balanço global está mais enxuto após a revisão negativa da oferta no mundo no relatório de oferta e demanda de setembro. Isso gerou a expectativa de que a safra 2020/2021 será marcada por mais um ano de excesso de consumo sobre a produção, o que deverá levar os níveis de estoques relativos ao consumo para os menores patamares desde a safra 2014/2015. Fonte: Agência Estado. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.