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18/Set/2020

Produtor deseja preço mais alto e limita mercado

Os compradores de milho continuam administrando custos e tentando limitar a alta dos preços do cereal, mas de forma recorrente precisam elevar os valores indicados para estimular o interesse dos produtores. Nesta semana, os preços registram alta gradual, mas abaixo dos níveis atingidos na semana passada, o que faz os vendedores continuarem retraídos, à espera de novos reajustes. Relatos de negócios têm sido raros.

Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, a discordância sobre preços entre comprador e vendedor em torno do milho no spot tem impedido a comercialização de lotes volumosos. Os compradores indicam R$ 49,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada imediata e pagamento em 30 dias. A demanda reforçada de compradores de outros Estados, principalmente da Região Sul do País, onde são pequenas as áreas de milho 2ª safra, é o motivo da alta de preços. Porém, o produtor continua reticente quanto aos valores indicados. Em relação à negociação antecipada da 2ª safra de 2021, os compradores do mercado interno indicam R$ 42,00 por saca de 60 Kg FOB base Dourados, para embarque entre julho e agosto do ano que vem e pagamento 30 dias após o embarque. Os vendedores desejam valores mais altos e isso trava o mercado.

No Paraná, os compradores elevam suas indicações para a 2ª safra de 2020. A indicação é de R$ 55,00 por saca de 60 Kg, para retirada nas regiões norte e oeste em outubro e pagar em novembro. Os vendedores estão retraídos. Para negociação antecipada da safra de verão (1ª safra 2020/2021), na região dos Campos Gerais, as fábricas indicam R$ 55,00 por saca de 60 Kg CIF, para embarque em fevereiro e pagamento em março do ano que vem. No Porto de Paranaguá, a indicação está entre R$ 57,50 e R$ 58,00 por saca de 60 Kg. Os vendedores desejam valores mais altos.